Quando compramos um aparelho eletrônico sequer nos passa pela cabeça onde jogaremos o velho que ficou em casa, ou mesmo o novo quando ficar velho, só nos damos conta da dificuldade de fazer o descarte destes equipamentos quando nos deparamos com o problema e ainda assim, na maioria das vezes, como isto ocorre eventualmente, descartamos incorretamente abandonando-os no lixo comum, sem muita dor de cabeça ou peso na consciência, sem nos darmos conta de que estão carregados de componentes tóxicos, contaminando o solo e a água e provocando danos à saúde dos seres humanos.
Atualmente, o planeta gera 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. São montanhas de computadores, impressoras, telefones celulares, câmeras digitais, televisores, entre outros aparelhos, que são abandonados em aterros simples, sem o menor cuidado.
A situação deve ficar ainda pior nos próximos anos, pois segundo o relatório Recycling - from e-waste to resources, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) no mês passado, a venda dos produtos eletrônicos crescerá muito na China, na Índia e em mais nove países representativos dos emergentes na África e na América Latina, devendo haver um aumento de até 500% no montante de material descartado.
O lixo eletrônico constitui o problema de coleta de resíduos de maior crescimento no mundo e esse acúmulo se deve principalmente às mudanças de tecnologia, que fazem um equipamento eletrônico se tornar obsoleto cada vez mais rápido.
O Brasil ocupa o desagradável primeiro lugar no ranking de descarte de computadores per capita, que chega a pouco mais de 0,5 kg por pessoa ao ano.
A maior parte dos componentes destes aparelhos é recuperada por pessoas simples e vendida para sucateio das peças, mas todo este procedimento é realizado sem o menor controle, expondo as pessoas e o meio ambiente ao seu redor aos perigos provenientes do contato com metais pesados como mercúrio, chumbo, berílio, cádmio, bromato, entre outros, que deixam resíduos perigosos no corpo, solo e recursos hídricos.
Os governos e as companhias eletrônicas conhecem há muito tempo os perigosos efeitos desta reciclagem, como já assinalava em 1989 a redação da Convenção da Basiléia, um tratado internacional que se ocupa do comércio mundial de resíduos tóxicos. Em 1994, este tratado foi reforçado para proibir a exportação de todo lixo tóxico dos países ricos para as nações pobres, inclusive com o propósito de reciclá-los e o único país desenvolvido que se recusou a ratificar a Convenção da Basiléia foi os Estados Unidos.
Se não houver uma adequada coleta e reciclagem desses materiais, teremos que conviver com montanhas de lixo eletrônico tóxico, o que trará graves conseqüências para o meio ambiente e para a saúde pública, portanto, políticas públicas e mudanças de atitude dos consumidores, exigindo ás empresas maior responsabilidade sobre seus produtos se fazem imprescindíveis.
Coluna Ciência & Meio Ambiente publicada no Jornal a crítica
Atualmente, o planeta gera 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. São montanhas de computadores, impressoras, telefones celulares, câmeras digitais, televisores, entre outros aparelhos, que são abandonados em aterros simples, sem o menor cuidado.
A situação deve ficar ainda pior nos próximos anos, pois segundo o relatório Recycling - from e-waste to resources, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) no mês passado, a venda dos produtos eletrônicos crescerá muito na China, na Índia e em mais nove países representativos dos emergentes na África e na América Latina, devendo haver um aumento de até 500% no montante de material descartado.
O lixo eletrônico constitui o problema de coleta de resíduos de maior crescimento no mundo e esse acúmulo se deve principalmente às mudanças de tecnologia, que fazem um equipamento eletrônico se tornar obsoleto cada vez mais rápido.
O Brasil ocupa o desagradável primeiro lugar no ranking de descarte de computadores per capita, que chega a pouco mais de 0,5 kg por pessoa ao ano.
A maior parte dos componentes destes aparelhos é recuperada por pessoas simples e vendida para sucateio das peças, mas todo este procedimento é realizado sem o menor controle, expondo as pessoas e o meio ambiente ao seu redor aos perigos provenientes do contato com metais pesados como mercúrio, chumbo, berílio, cádmio, bromato, entre outros, que deixam resíduos perigosos no corpo, solo e recursos hídricos.
Os governos e as companhias eletrônicas conhecem há muito tempo os perigosos efeitos desta reciclagem, como já assinalava em 1989 a redação da Convenção da Basiléia, um tratado internacional que se ocupa do comércio mundial de resíduos tóxicos. Em 1994, este tratado foi reforçado para proibir a exportação de todo lixo tóxico dos países ricos para as nações pobres, inclusive com o propósito de reciclá-los e o único país desenvolvido que se recusou a ratificar a Convenção da Basiléia foi os Estados Unidos.
Se não houver uma adequada coleta e reciclagem desses materiais, teremos que conviver com montanhas de lixo eletrônico tóxico, o que trará graves conseqüências para o meio ambiente e para a saúde pública, portanto, políticas públicas e mudanças de atitude dos consumidores, exigindo ás empresas maior responsabilidade sobre seus produtos se fazem imprescindíveis.
Coluna Ciência & Meio Ambiente publicada no Jornal a crítica

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