
Algumas idéias para combater o aquecimento global são relativamente simples, bastando apenas uma mudança de comportamento e uma pitada de atitude para construir uma cultura mais saudável. Um exemplo disso são os telhados verdes, que consistem no aproveitamento da área de cobertura das edificações para a aplicação de vegetação, proporcionando melhorias nas condições de conforto térmico, acústico e paisagístico de casas e prédios e também reduzindo a poluição ambiental comum em grandes centros urbanos.
A técnica do telhado verde é simples, ao invés de usar cerâmica ou cimento para revestir a casa, usa-se plantas. O telhado comum é coberto por uma geomembrana, que evita infiltrações e recebe uma cobertura de terra misturada às plantas, que geralmente são xerófitas por resistirem a períodos de estiagem. Vale ressaltar que a instalação desses jardins suspensos requer mão-de-obra especializada e infra-estrutura adequada, para que o proprietário não sofra as conseqüências de uma implantação inadequada, na forma de vazamentos e infiltrações, perda de plantas e terra pela erosão ocasionada pelas chuvas, dentre outros problemas.
Com os problemas de aquecimento global cada vez mais evidentes, o telhado ecológico surge como uma forma eficaz de devolver áreas verdes e auxiliar no controle da temperatura nas grandes cidades, pois permite o isolamento térmico das edificações, garantindo temperaturas amenas tanto no inverno como no verão. Mantém a umidade relativa do ar constante no entorno formando um microclima agradável, que chega a diminuir até 6% dos gastos de energia com sistemas de climatização.
E os benefícios não param por aí, pois melhoram as condições acústicas reduzindo os ruídos externos, formam um microecossistema com várias espécies de plantas e alguns animais e melhoram as condições estéticas do ambiente, trazendo mais harmonia, bem estar e beleza para os moradores.
Para o meio ambiente, é um verdadeiro desafogo. Um estudo publicado pela Environmental Science and Technology mostrou que coberturas vivas podem filtrar da atmosfera 375 gramas de carbono por metro quadrado plantado. Isso significa que a cidade de São Paulo poderia reduzir o equivalente a 10 mil caminhões de carbono por mês.
Outra vantagem pouco reconhecida, mas de muita valia em grandes centros urbanos, é a retenção das águas das chuvas, reduzindo a pressão na rede pluvial e o risco de enchentes.
A idéia ainda é pouco aceita no Brasil, mas já é uma tendência nos países da Europa e nos Estados Unidos. A proposta é muito vantajosa, em todos os aspectos, vale agora disseminar a semente e esperar a primavera.
Coluna Ciência & Meio Ambiente publicada no Jornal a crítica
A técnica do telhado verde é simples, ao invés de usar cerâmica ou cimento para revestir a casa, usa-se plantas. O telhado comum é coberto por uma geomembrana, que evita infiltrações e recebe uma cobertura de terra misturada às plantas, que geralmente são xerófitas por resistirem a períodos de estiagem. Vale ressaltar que a instalação desses jardins suspensos requer mão-de-obra especializada e infra-estrutura adequada, para que o proprietário não sofra as conseqüências de uma implantação inadequada, na forma de vazamentos e infiltrações, perda de plantas e terra pela erosão ocasionada pelas chuvas, dentre outros problemas.
Com os problemas de aquecimento global cada vez mais evidentes, o telhado ecológico surge como uma forma eficaz de devolver áreas verdes e auxiliar no controle da temperatura nas grandes cidades, pois permite o isolamento térmico das edificações, garantindo temperaturas amenas tanto no inverno como no verão. Mantém a umidade relativa do ar constante no entorno formando um microclima agradável, que chega a diminuir até 6% dos gastos de energia com sistemas de climatização.
E os benefícios não param por aí, pois melhoram as condições acústicas reduzindo os ruídos externos, formam um microecossistema com várias espécies de plantas e alguns animais e melhoram as condições estéticas do ambiente, trazendo mais harmonia, bem estar e beleza para os moradores.
Para o meio ambiente, é um verdadeiro desafogo. Um estudo publicado pela Environmental Science and Technology mostrou que coberturas vivas podem filtrar da atmosfera 375 gramas de carbono por metro quadrado plantado. Isso significa que a cidade de São Paulo poderia reduzir o equivalente a 10 mil caminhões de carbono por mês.
Outra vantagem pouco reconhecida, mas de muita valia em grandes centros urbanos, é a retenção das águas das chuvas, reduzindo a pressão na rede pluvial e o risco de enchentes.
A idéia ainda é pouco aceita no Brasil, mas já é uma tendência nos países da Europa e nos Estados Unidos. A proposta é muito vantajosa, em todos os aspectos, vale agora disseminar a semente e esperar a primavera.
Coluna Ciência & Meio Ambiente publicada no Jornal a crítica

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